ESCOLA E.B. 2,3 PROF. ANTÓNIO PEREIRA COUTINHO

09
Mar 08

A Folha na Festa
Cecília Meireles

Esta flor
Não é da floresta.

Esta flor é da festa
Esta é a flor da giesta.
É a festa da flor
E a flor está na festa.
(E esta folha?
Que folha é esta)
Esta folha não é da giesta.
Não é folha de flor.
Mas está na festa.
Na festa da flor
Na flor da giesta.


(Do livro "Ou Isto ou Aquilo")





   No dia 7 de Março, última manhã da Semana da Leitura, Cecília Meireles foi apresentada aos alunos presentes através de uma dramatizção dos alunos do 5ºI com a sua professora Ana Paula Borges.

   À medida que uma narradora mencionava factos ocorridos durante a vida da escritora, outros alunos ilustravam os acontecimentos representando-os. Conseguiu-se assim  reforçar a mensagem escrita e prender a atenção do público. A articulação entre a referência aos acontecimentos e a representação dos mesmos foi a adequada e a seriedade da vida e obra de Cecília foi respeitada no ritmo, sobriedade, beleza e atitude dos alunos participantes. Um  óptimo trabalho.

   Estiveram presentes cinco turmas (5ºI, 6ºL, 6ºM, 6ºD e 8ºA), cerca de 100 alunos e seis professores.

  A sessão terminou mais cedo pelo que os alunos foram convidados a ver as exposições dos trabalhos e a mesa contendo dados sobre a vida e obra dos poetas que têm sido trabalhados ao longo da semana.


Biografia de Cecília Meireles

Poetiza brasileira. Sua obra figura entre os grandes valores da literatura de língua portuguesa do século XX. 

A obra poética de Cecília Meireles ocupa lugar singular na história das letras brasileiras por não pertencer a nenhuma escola literária.
Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro  em 7 de Novembro de 1901. Órfã muito cedo, foi educada pala avó materna e diplomou-se professora pelo Instituto de Educação em 1917. Viajou pela Europa, Estados Unidos e Oriente e logo se dedicou ao ensino. No exercício da profissão, participou activamente do movimento de renovação do sistema educacional brasileiro. Fundou, em 1934, a primeira biblioteca infantil do país e, de 1936 a 1938, leccionou literatura luso-brasileira, técnica e crítica literária na universidade do então Distrito Federal. Ensinou na Universidade do Texas (1940) e colaborou na imprensa carioca, escrevendo sobre folclore, tema de sua           especialidade.
Depois de Espectros, 17 sonetos de tema histórico, lançado em 1919, publicou dois livros de poemas de inspiração nitidamente simbolista: Nunca mais... o poema dos poemas (1923) e Baladas para el-rei (1925).
Foi com Viagem (1938), premiado pela Academia Brasileira de Letras depois de um acalorado debate suscitado pelo modernismo, que se deu a afirmação plena das qualidades que caracterizam a obra de Cecília Meireles: intimismo, lirismo, tendência ao misticismo e ao universal, e retorno à fonte popular, em versos de grande beleza e perfeição formal.
Cecília Meireles reafirmou a importância de sua contribuição à poesia da língua portuguesa em vários outros livros, entre eles Vaga música (1942); Mar absoluto (1945); Retrato natural (1949); Doze noturnos da Holanda (1952); Romanceiro da Inconfidência (1953); Metal rosicler (1960); Poemas escritos na Índia (1962); Solombra (1964) e Ou isto ou aquilo (1964). Em português clássico, a autora serviu-se de todos os metros e ritmos com a mesma flexibilidade, a fim de construir uma obra ao mesmo tempo pessoal e universal. Morreu em 9 de Novembro de 1964, no Rio de Janeiro.



Maria F.
publicado por CREM Pereira Coutinho às 20:34

co muito giro!
joana.rafa@hotmail.com a 14 de Março de 2008 às 21:48

Março 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
11
12
13
14
15

16
17
18
19
21
22

23
24
25
26
27
28

31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO